TEDxAmazônia

Prepare-se: Onde ficar?

Estamos muito empolgados com o que tem acontecido durante estes meses de trabalho com o TEDxAmazônia. Hoje temos uma excelente notícia: a hospedagem, a alimentação e o transfer fluvial de Manaus até o Auditório Flutuante onde acontecerá o evento serão gratuitos para todos os convidados! Assim, os aprovados só precisam arcar com os custos do seu transporte até Manaus.

Para viabilizar mais este sonho, nós contamos com parceiros incríveis, que acreditam na importância deste encontro. Além de tornar o acesso ao TEDxAmazônia ainda mais democrático, estes parceiros proporcionaram um ambiente espetacular para a interação.

O TEDxAmazônia dedicará tanto tempo às palestras quanto aos intervalos, pois acreditamos que através de conversas, ao compartilhar conhecimento e sonhos, nossos participantes formam naturalmente um comunidade realizadora poderosa. Por isso é tão importante que todos estejam próximos durante o encontro. Então, é com muito prazer que apresentamos os dois lugares aonde os TEDxters irão se hospedar!



Park suites: localizado na Ponta Negra de Manaus, uma região privilegiada, na margem do Rio Negro, o hotel está ao lado da marina de onde nossos barcos sairão diariamente para o auditório flutuante aonde acontecerá o TEDxAmazônia.



Amazon Jungle Palace: localizado no meio da floresta amazônica, a 40 minutos da Ponta Negra, Manaus, o hotel é um complexo flutuante, aonde está o auditório do encontro.

 

Veja mais posts da série Prepare-se:

Como chegar?

Tem que se vacinar?

Joan Roughgarden: Conheça a cientista transexual que estuda a homossexualidade na natureza.

Superinteressante acabou de colocar no ar um Blog TEDx, no qual uma série de posts sobre os palestrantes do TEDxAmazônia foi lançada. Lá você já pode conhecer um pouco sobre Joan Roughnarden, pesquisadora do departamento de Biologia da Universidade de Stanford, que aos 52 anos fez uma cirurgia de mudança de sexo. Entre seus 6 livros publicados está o polêmico Evolution's Rainbow (Arco-íris Evolutivo), onde mostra como há mais de 300 espécies de vertebrados catalogadas em que são constantes as relações homossexuais

Entendendo o TEDxAmazônia: A Curadoria da Audiência

A curadoria da audiência é uma das tarefas mais difíceis que temos, mas como disse o Denis Burgierman no TEDxSP este é um problema bom! Primeiro porque a gente vê o tanto de gente e projeto bacana que tem por aí e segundo porque com este processo conseguimos conhecer um pouco de cada um dos inscritos. Essa seleção é muito importante para um encontro no qual dedicamos tanto tempo para as palestras como para os intervalos, já que queremos muito que os membros da comunidade TEDxAmazônia possam se conhecer, compartilhar e quem sabe, se unir para a realização de boas ideias.

Para falar um pouco sobre o processo de inscrição, também convidamos duas pessoas que já se inscreveram para o TEDxAmazônia, o Lorenzo Mendonza e a Dani Scartezini, que gravaram o vídeo sem perguntar nenhuma vez se tinham sido aprovados! 

 

 

Veja mais posts da série Entendendo o TEDxAmazônia:

A curadoria dos palestrantes

Inscreva-se

Entendendo o TEDxAmazônia: A Curadoria de Palestrantes

O TEDxAmazônia é um encontro produzido por voluntários, pessoas que dedicam muitas horas de seus dias para que este encontro seja especial. Todas as segundas e quintas, nos reunimos durante a noite. Como disse o Rafael Vasconcellos, o único carioca do grupo, em nossa última reunião: "Eu saio de casa e venho pra cá amarradão". Para nós, estar envolvido no TEDxAmazônia é isso, um trabalho que acima de tudo é divertido. É claro que há muito a ser feito e que a responsabilidade e a expectativa são tão grandes quanto o nosso entusiasmo. Por isso, nada melhor do que dividir isso com vocês.  A partir de hoje vamos inserir neste blog uma série de quatro vídeos produzidos pela Colmeia, com colaboração do Bruno Fernandes, que chamamos de "Entendendo o TEDxAmazônia". Esperamos que o que estamos vivendo de incrível por aqui chegue até vocês.

Veja mais posts da série Entendendo o TEDxAmazônia:

A curadoria da audiência

Inscreva-se

Existe alguma pessoa realmente chata?

Por mais que a humanidade já tenha produzido grandes visões filosóficas, descobertas nas ciências cognitivas, relatos psicanalíticos, insights nas tradições contemplativas e pesquisas em neurociência, nossa experiência cotidiana se impõe a qualquer outro tipo de conhecimento. É a realidade sensorial – aquilo que nos aparece, que tocamos, vemos, cheiramos, o tecido luminoso de nosso mundo – que comanda nossas visões e ações, como se o que surge "lá fora" tivesse qualidades independentes de nossa percepção.

Depois de ler o excelente A mente incorporada, com ideias nada convencionais sobre a ausência de um centro subjetivo de identidade, continuamos olhando para nossos amigos como se eles tivessem características inerentes, neles mesmos, como que existentes em um centro dentro da mente, mais precisamente atrás dos olhos, no mesmo local a que nos referimos quando dizemos "Eu".

É por isso que, em vez de recomendar alguma pesquisa do biólogo e neurocientista Francisco Varela ou um livro de Daniel Dennet ou de Marvin Minsky, prefiro sugerir que comecemos olhando para alguma qualidade que parece existir lá fora, em uma pessoa. A chatice é um bom exemplo, mas poderia ser qualquer tipo de inteligência, ignorância, hábito, padrão de comportamento, emoção ou virtude – qualquer atributo que pareça constituir a identidade de alguém.

Se você contemplar alguém que considera bem chato, facilmente perceberá que existe pelo menos uma outra pessoa que não vê chatice alguma ali e no mínimo um ambiente no qual a chatice dela não se manifesta. Você poderia dizer que ela continua essencialmente chata em tais condições, mas que isso apenas não aparece. OK, agora imagine um mundo no qual essa mesma pessoa apenas viva em tais condições... Para onde foi a chatice?

Tal exemplo caricato se aplica a absolutamente todas as pessoas e a qualquer qualidade que atribuímos às suas identidades. Se vemos "chatice" em alguém, isso significa apenas que é essa a qualidade da relação que construímos com o outro. Não é por acaso que o amigo que eu considero chato muitas vezes também sai de uma conversa comigo pensando: "Nossa, que cara chato!".

Não faz sentido, igualmente, falar em pessoas criminosas, negativas, malignas, burras, raivosas, vingativas, carentes, pois todas essas qualidades dizem respeito às posições em que elas estão e ao tipo de relações que construímos com elas, como indivíduos, organizações, comunidades e como sociedade em geral. Tais negatividades não pertencem a elas, não estão incrustadas em sua alma, não estão instaladas dentro de suas mentes. São qualidades relacionais que se manifestam de acordo com a posição em que elas estão na cidade, em uma empresa, na família, no grupo de amigos e em meio aos outros em geral.

Se eu, por exemplo, perder todos os meus relacionamentos atuais, inclusive com o apartamento onde moro, não vai demorar nem uma semana para que eu comece a pensar em pedir esmola ou até mesmo em roubar para conseguir comida. O problema é que esquecemos dessa mobilidade e congelamos as pessoas nas posições em que ocupam para então as tratamos como se elas fossem aquilo que manifestam. Mesmo com boas intenções, é muito difícil ajudar alguém se estamos cegos para sua liberdade, para as potencialidades, para o espaço, para a natureza livre de atributos que é a essência de qualquer ser humano.

E não precisamos começar com pessoas que estão nitidamente em dificuldades. Podemos começar com nosso colega chato. Se olharmos e nos relacionarmos com sua liberdade além da chatice, acontecerá algo digno do adjetivo "milagroso": o outro mudará. Não porque ele deixará de ser chato, mas porque perceberemos aquilo que parecia ser dele como sendo uma possibilidade (bem restrita) de relação. E então naturalmente vamos construir outro tipo de relação melhor, com outra base, na qual ele se posicionará de outro modo e manifestará outros olhares, pensamentos, emoções, gestos, assim como um namorado se move diferente do filho, mesmo sendo a mesma pessoa.

Nossas qualidades, positivas ou negativas, não estão dentro de nós ou dos outros. Elas estão entre, estão no meio, no espaço onde nos relacionamos com objetos, locais, pessoas, situações, fenômenos em geral.

Se pudermos nos posicionar no mundo de modo virtuoso e construir relações positivas nas dez direções, brotará inúmeras qualidades positivas em nós e nos outros. Ou seja, nosso mundo mudará, como se a maioria das pessoas começasse a sorrir. É claro: elas estão sorrindo pois nosso andar pelo mundo e o modo como nos conectamos está ativando o melhor delas.

Há pessoas que vivem em um mundo de portas fechadas, com pessoas raivosas, carentes, ansiosas, irritadas. E há pessoas que vivem em um mundo de portas abertas, com as mesmas pessoas, só que alegres, abertas, pacientes, se transformando, colaborando e, sim, lidando com obstáculos e padrões negativos. Viver em um mundo assim é muito melhor do que andar em um mundo no qual as pessoas estão congeladas em seus aspectos ruins.

O mundo que encontramos "lá fora" é co-construído por nossa ação, pelo modo como nos movimentamos, assim como uma superfície pode parecer mais ou menos lisa de acordo com a pressão que aplicamos com os dedos ao percorrê-la. "Percepção é ação", diz Alva Noë, inspirado pelas ideias de Francisco Varela.

Todos nós podemos manifestar o pior e o melhor do humano. Se você escolher pelo melhor, se cultivar uma mente lúcida e um corpo vivo, é isso que vai encontrar nas outras pessoas, mesmo quando vier atrás de muitos obstáculos e muita rigidez para a livre expressão de suas potencialidades. Com esse olhar, não importa para onde virar a cabeça, não enxergará nenhum inimigo. São todos amigos, todos no mesmo barco, incluindo o cara que assaltou você ontem. Aliás, se você não considera o assaltante como parceiro, alguém que precisa ser igualmente tocado por essa visão ampla, você acabou de perder a visão, assim como ele perdeu.

É pura perda de tempo falar em construir um mundo melhor ou discursar sobre transformação social sem cultivar uma mente que se relaciona com essa liberdade na pessoa "chata" da mesa ao lado.

____________________________________

Gustavo Gitti tem formação em filosofia e pedagogia pela USP, já foi editor do Portal do SESC SP e agora trabalha como diretor de conteúdo do  PapodeHomem, além de escrever sobre relacionamentos no Não2Não1 e sobre budismo na revista Bodisatva. É aluno do Lama Padma Samten e aprendiz de Taketina, uma técnica que usa o ritmo para transformar a mente.

Parabéns, Jarbas

Na segunda-feira, dia 20, o Museu Guggenheim e o Youtube anunciaram a lista de 125 artistas vindos de 91 países que foram selecionados para o projeto Youtube Play. Nós do TEDxAmazonia ficamos muito felizes de ver que o Jarbas Agnelli é um deles.

O Jarbas foi um dos palestrantes do TEDxSão Paulo, que organizamos no ano passado. Veja só que emocionante que foi a apresentação dele.


 

O Youtube Play é um casamento entre o mundo da arte e a internet. Diante da constatação de que muita arte inovadora está surgindo na internet, o Guggenheim, em parceria com o Google, fez uma curadoria de vídeos de arte no Youtube. Agora uma comissão de artistas e curadores vai escolher 20 entre os 125, que serão expostos no Guggenheim. Aqui um vídeo sobre o projeto:


A diferença entre um evento e uma comunidade

Eventos começam e terminam. Comunidades duram, frutificam, crescem, seguem seu rumo de maneira imprevisível. Eventos são coisas. Comunidades são entes vivos. O TED – e o TEDxSP, e o TEDxAmazonia – são comunidades, muito mais do que eventos.

Outro dia estávamos brincando no Google. Fizemos uma busca por TEDxSão Paulo.

205.000 resultados, aproximadamente.

Aí, só para comparar, pensamos num evento grande, conhecido, badalado, de alto investimento.

Menos da metade – e Skol Beats, além de evento, era um produto. Ainda que se some esse número aos 64.000 resultados da busca por “Skol Sensation” (o evento que substituiu o Skol Beats), é claro que a expressão “TEDxSão Paulo” se espalhou muito mais rede afora, transportada por twitts, menções em blogs, conversas, discussões, projetos,

Apesar de o TEDxSP envolver um investimento bem menor, ele ocupa um espaço gigantesco no imaginário das pessoas. As pessoas que se encontraram naquele sábado de novembro de 2009 no Teatro da Moóca, em São Paulo, tiveram mais do que um dia agradável. Naquele dia, elas teceram relações, criaram conexões. Inúmeros projetos, parcerias, alianças (casamento, algum?) começaram lá. Sempre que encontramos alguém que esteve lá, ouvimos histórias incríveis que começaram naquele sábado ensolarado.

Uma característica de uma comunidade é que ninguém tem controle sobre ela. Há, neste exato minuto, centenas de coisas que germinaram naquele dia acontecendo, e nós nem sabemos da maioria delas.

O TEDxAmazonia será uma nova comunidade – que obviamente nasce a partir dessa incrível comunidade que é o TEDxSP, mas que certamente irá muito além dela. Estamos ansiosos para conhecê-la.

 

As primeiras confirmações

O TEDxAmazonia está tomando forma. Temos na nossa parede uma lista incrível de nomes, imensamente diversa, com gente interessante de todas as partes do mundo.Temos também um bom número de nomes confirmados. Estamos felizes em perceber que muitos dos convidados estão respondendo ao convite com empolgação. O nome “Amazônia” tem mesmo poder de atiçar imaginações.

Nosso plano é ir anunciando todas as semanas alguns dos nomes confirmados. Vai ser aos poucos, de maneira a dar um gostinho do que vai acontecer em novembro na floresta, mas sem estragar a surpresa. Você já pode conhecer aqui os cinco primeiros palestrantes anunciados: um químico alemão que quer mudar o modo como se produz no mundo, um grande poeta brasileiro, um bioquímico e policial americano que criou um CSI ambiental, um aventureiro inglês que atravessou toda a Amazônia a pé, e um gaúcho que leva eletricidade aos cantos mais remotos do mundo.

É só o começo. Mas não é um mal começo...

Diversidade de ideias

Por muitas décadas vivemos num sistema que detestava a diversidade. Esse sistema foi inaugurado na primeira metade do século e transformou o planeta inteiramente desde então. Funciona assim: o mundo inteiro precisava ser padronizado. Em toda parte, os mesmos modelos de produção, as mesmas indústrias, os mesmos animais, as mesmas plantas, as mesmas comidas, as mesmas soluções. A produção de tudo deveria ser gigantesca, para abastecer o mundo inteiro ao mesmo tempo. Com este sistema, transformamos grande parte dos recursos naturais do planeta em dinheiro. Este dinheiro financiou alta tecnologia, grandes cidades, diminuiu a fome e alimentou uma explosão populacional. E nos trouxe até aqui.

Agora estamos assistindo ao esgotamento desse sistema. Os recursos estão acabando, o lixo está se acumulando rápido demais. As fontes de energia estão secando, as cidades estão congestionadas, os gases se acumulam na atmosfera. As relações de trabalho estão esgarçadas, as pessoas estão cansadas, e gordas, e sofrem de doenças crônicas. Precisamos de uma outra ideia. Precisamos de uma nova lógica.

É natural que, depois de um balanço tão radical em direção à negação da diversidade, o pêndulo volte pesado no sentido oposto. Não sabemos como será o futuro do mundo, mas de uma coisa sabemos: precisamos de mais diversidade.

Biodiversidade, sem dúvida. Não podemos nos dar ao luxo de extinguir metade das espécies do mundo em um século, como pelo jeito estamos fazendo. Mas não só. Precisamos de mais diversidade de fontes energéticas. Mais diversidade de processos industriais. Precisamos aprender a trabalhar em ambientes com muito mais diversidade de formações profissionais e culturais.

Precisamos de mais diversidade de ideias. Não há um modelo único para o futuro. O que há são ideias. Algumas delas são boas. Precisamos compartilhá-las. Precisamos espalhá-las.

O TEDxAmazônia é um projeto de espírito independente e origem humilde. Começamos de uma colaboração voluntária de gente inquieta, que se reuniu em 2009, em São Paulo, para realizar a primeira conferência TED brasileira: o TEDxSP. Foi sensacional. Ficamos muito orgulhosos.

Agora, para a nossa segunda aventura, preservamos o espírito independente. Preservamos a origem humilde. Mas nossa ambição é do tamanho da Amazônia. Acreditamos de verdade no poder transformador das ideias e queremos realizar uma conferência cujas reverberações ressoem em cada canto do mundo. Queremos juntar um grupo de palestrantes diverso, espetacular, multidisciplinar e internacional que seja um painel representativo das melhores ideias sendo geradas pela humanidade hoje. Mais que isso: queremos juntar uma plateia que seja ainda mais impressionante do que o painel de palestrantes. Aí queremos colocar toda essa gente junta, arriscando trocar ideias em inglês, espanhol e português no coração da floresta amazônica.

A Amazônia não é só um cenário para a conferência. Para nós, ela é o único lugar onde esse encontro poderia acontecer. Que outro lugar do mundo é sinônimo tão perfeito da palavra “diversidade”? Que outro lugar teria tanta força para chamar a atenção do planeta, para abrir espaço nas agendas, sempre tão lotadas de distrações?

Seja parte desta comunidade. Acompanhe este blog. Todas as semanas teremos novidades, anunciaremos palestrantes, discutiremos os temas que estarão no TEDxAmazonia.

Vá ao TEDxAmazonia. As inscrições estão oficialmente abertas. A entrada no evento será gratuita e, se conseguirmos encontrar suficientes parceiros de coragem, talvez mais coisas possam ser igualmente gratuitas.

Permita-me aproveitar este espaço para agradecer à Oi, nossa patrocinadora, pelo apoio decisivo e por acreditar no poder das ideias.
Nos vemos na floresta.

| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8| próximo >>